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São Paulo, 10 de agosto de 2008.
Prezado (a) cotista,
O mês de julho foi muito ruim para os mercados acionários mundiais e principalmente para os emergentes como o nosso. A constatação de que as economias européias começaram a dar sinais de uma leve desaceleração no segundo trimestre do ano fizeram com que os preços das commodities tivessem significativas quedas nos mercados futuros, principalmente o petróleo, que veio de U$ 145 o barril para menos de U$ 115 em cerca de 30 dias.
De imediato a preocupação foi que esta queda de preços das commodities afetasse a economia brasileira, e conseqüentemente o nosso mercado acionário, que está diretamente vinculado às mesmas. Por isso, mais uma vez, houve uma expressiva retirada de recursos da Bolsa brasileira por parte de investidores externos, e pelo segundo mês consecutivo mais de R$ 7 bilhões foram resgatados.
Nesta conjuntura o mercado acionário teve quedas generalizadas, e fomos surpreendidos pela rapidez das mesmas, pois os gestores externos quando decidiram vender não se importaram com o preço ou o valor dos ativos focaram apenas o objetivo: vender.
O mercado acionário brasileiro é um dos mais atraentes para este tipo de investidor, pois a bolsa brasileira tem porte, boas empresas abertas e também ótima liquidez, entretanto sofre demasiadamente nestas ocasiões.
Tal fato acabou por refletir também em alguns investidores locais, que operam alavancados e tiveram de diminuir suas posições, contribuindo para agravar ainda mais a situação.
O Clube de Investimentos Cit a Vista obteve desvalorização de 8,7% no mês e o Índice Bovespa mostrou queda de 8,5%. Nosso desempenho perante este indicador de mercado continua evoluindo muito bem, pois apresentamos nestes sete meses do ano uma rentabilidade positiva de 5,17% contra uma queda de 6,86% do Bovespa.
Nossa visão para o mercado acionário continua otimista, mas, embora sabendo que as perspectivas econômicas já não são as mesmas com as quais vínhamos trabalhando, não acreditamos que seja um caos como comentam os mais pessimistas.
Desta forma estamos tomando medidas para proteger a carteira do clube, alocando recursos em empresas que não dependam de commodities e mantendo uma maior liquidez, visando aproveitar oportunidades que apareçam. Nossa experiência mostra que estas crises, com forte vetor emocional, também oferecem ótimas oportunidades de investimento para quem pensa em ações a médio e longo prazo. Acreditamos que esta situação possa perdurar por mais algum tempo, porém, estamos acompanhando bem de perto as empresas nas quais estamos investidos, e, pelo que temos observado, elas estão entregando e continuarão a entregar ótimos resultados para seus acionistas.
Atenciosamente,
O Gestor
Composição da
carteira em 29 de agosto de 2008
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AÇÃO |
QUANTID. |
COTAÇÃO |
VALOR |
PART.
% |
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ABNOTE
ON |
34.000 |
16,45 |
559.300,00 |
10,03% |
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CONFAB
PN |
112.622 |
6,35 |
715.149,70 |
12,82% |
|
COPASA
ON |
6.000 |
24,65 |
147.900,00 |
2,65% |
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SID.
NACIONAL ON |
7.600 |
56,50 |
429.400,00 |
7,70% |
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ELETROPAULO
PNB |
6.000 |
30,20 |
181.200,00 |
3,25% |
|
FERBASA
PN |
21.500 |
15,70 |
337.550,00 |
6,05% |
|
GERDAU
PN |
12.000 |
30,70 |
368.400,00 |
6,60% |
|
PETROBRÁS
PN |
19.000 |
34,90 |
663.100,00 |
11,89% |
|
PERDIGÃO
ON |
6.800 |
40,81 |
277.508,00 |
4,98% |
|
RANDON
PART. PN |
28.000 |
13,30 |
372.400,00 |
6,68% |
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VALE
DO RIO DOCE PNA |
11.200 |
38,00 |
425.600,00 |
7,63% |
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TOT
APLIC. AÇÕES |
264.722 |
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4.477.507,70 |
80,28% |
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DISPONIBILIDADE |
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1.100.131,98 |
19,72% |
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PATRIMÔNIO |
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5.577.639,68 |
100,00% |
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QUOTA |
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1.524,767968
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